Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

O estranho caso do Sr. Aníbal e da coação subliminar de Liberdade de Expressão


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Sou apaixonado pela Arqueologia e pelo "ir às fontes". Não era este o texto que quereria ter escrito hoje, mas nem sempre fazemos o que queremos: até o Livre Arbítrio entrou na cíclica da erosão da Crise... Acontece que, ao escavar na dita cuja, vemos desfilar nomes atrás de nomes, até àquele momento dramático em que, depois do 25 de Abril, a adesão ao Espaço Europeu se revelou uma rotura de paradigma.

Pelo lado idealista, enfim, digamos faz de conta que sim, tivémos Mário Soares, que nele apostou; pelo lado retrógado e renitente, a coisa fez-se pela mão de Cavaco Silva, uma das mais desastrosas opções da nossa contemporaneidade. Cavaco Silva, para qualquer arqueólogo de Crises, é o Pai de Todas as Crises, o homem que, pela prática e usucapião, ensinou ao comum dos Portugueses que os Fundos Estruturais não eram para reestruturar o País, mas sim para iniciar mais um daqueles ciclos que, idiosincraticamente, entendemos como do "dolce fare niente": assim foi com o Açúcar, com as Especiarias, com o Ouro e as Pedras Preciosas do Brasil, o Preto, e, depois..., depois... houve um mal entendido, que fez crer que os Fundos Comunitários eram apenas mais um pretexto para estarmos a viver, como sempre, pendurados em qualquer coisa.

Cada Português, por mais estúpido e disforme que seja, tem sempre dentro de si um pequeno cristiano ronaldo, que apenas aguarda plateia e estrelato. Somos os melhores do Mundo, e, como no tempo de Salazar, mesmo quando perdemos, incarnamos sempre um triunfo moral. Não prestamos, e somos um sintoma da vaidade serôdia da Cauda da Europa, com uns quantos velhos do restelo a permanentemente alertar para o mal estar da coisa. Não interessa, porque estamos sempre no faz de conta, o nosso pequeno "Neverland", onde o "never end" jamais chegará. Para alguns, não passamos do território do Rais' te Partam; para outros, somos a zona endógena da rã que queria ser boi. Em 2009, já nem conseguimos ser rã, nem boi, pelo que entramos na lógica autista do normativismo e da correção pública da miséria interior. Cavaco Silva, um homem que está neste estado, mas que continuamos a fingir que não está, é um saloio que atingiu o Topo da Base, chegar a Presidente da República, o suprasumo das suas aspirações. Custou-lhe muito, uma espera prolongada, humilhações públicas, desmaios, e aquelas mãos permanentemente transpiradas, do único político que tinha tanto medo do Povo que se fazia deslocar numa viatura blindada. Nem o Maior Português de Sempre incorreu nesse ridículo, e não esqueço aquela mãozinha assustada, que entreabriu a "marquise", na nefasta noite da eleição: nessa noite, sem nos darmos conta, recuámos 50 anos no tempo, uma espécie de Polanski, do "Por favor não me mordam o pescoço". Os Portugueses, atulhados de cristianos ronaldos, de Ligas, de santas com cara de saloia e ininterruptos disparates televisivos, não perceberam a coisa: ao chegar ao topo da sua base, o Homem de Poço de Boliqueime tinha-nos colocado os olhos à altura da Dª. Maria, do Salazar, quando lhe engraxava as botas com as próprias "culottes" passajadas. Não é por acaso que temos outra Maria em Belém, tão de vistas largas como a anterior. Somos um país de saloios, e nada nos espanta ter um saloio como Presidente, com uma bandeira de "crochet" pendurada no jardim. Dizem as boas almas que era uma obra de arte da Joana Vasconcelos, pois, talvez, mas, para mim, até a terem tirado, era uma bandeira de croché, que incarnava, desde a epígrafe ao posfácio, uma maneira aldeã e pétrea de encarar o Mundo.

Os saloios são sempre os piores: quando vêm para a cidade, não vêm para metamorfosear a sua saloice na dinâmica do urbano: fazem sempre uma pausa, e tentam travar o ritmo citadino, de modo a que se assemelhe, o mais possível, à sua aldeia. Para mim, urbano de várias gerações, sempre que apanho um destes, saco do revólver, e disparo até ele desistir, ou cair. As minhas armas são a Escrita.

Ao promulgar -- e chama-nos para isso a atenção "O Cacimbo" -- o novo Estatuto da Carreira Militar, o Homem da Bomba, que só sonha, maneirinha e mesquinhamente com a sua reeleição, reintroduziu coisas do tempo da Outra Senhora. O militar, mesmo na reserva, fica sob impossibilidade de emitir opiniões. O Sr. Aníbal, que vive fora da Blogosfera, e numa Atmosfera plena de Bolor, não percebe que isto está ao nível dos saiotes de Teherão, das burkas de Kandahar e dos olhinhos rasgados do Exemplo Chinês. O respeitinho é muito bom, e os Portugueses profundos, nos quais se insere o casal de Boliqueime, têm plena consciência de que os momentos corruptos dos Regimes já têm caído na rua, pela mão dos militares. Como diz a Bíblia, assim sempre foi e assim sempre será. Calem-lhes, pois, as bocas...



(Hexagrama do escândalo, no "Aventar", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Sanfona de Boas Novas, seguida de Melhores Ainda

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O futuro imediato é de Ferreira Leite, e o Médio Prazo de Vítor Constâncio. Isto são as conclusões de uma cavaqueira não parlamentar com a Leontina, a minha empregada.
Teixeira dos Santos -- que não é, aparentemente, do "Aventalinho", até que sejam publicadas, como em Itália, as listas dos Membros da Seita, vamos ficar nessa angústia -- Se não é, embarcou na sanfona, e fez o serviço à causa.
É evidente que não é a Oposição que quer Vítor Constâncio na rua: é o país inteiro, exceto as Lojas do Aventalinho, e vamos ver quem ganha: há poucos anos, ainda éramos todos ingénuos, vimos a Maçonaria dar o Golpe de Estado de Jorge Sampaio, e pôr a salvo as cabeças poluídas: Carrilho, Ferro Rodrigues, e o candidato póstumo à Câmara de Almada. Para este último, sempre uma palavrinha de carinho, porque tinham-lhe prometido ser Primeiro Ministro de Portugal, numa daquelas reuniões secretas, e agora já só lhe oferecem os 3% de votos da Câmara de Almada... São ainda vitórias, mas, passo a passo, a emergente Opinião Pública vai desentocá-los todos, e, aí, o país vai tornar-se numa visão... desagradável, não para mim, que já estou couraçado.
Hoje foi um dia rico: a Mulher a Dias da Educação disse que os maus resultados de Matemática tinham sido fruto da Comunicação Social. É verdade: deviam ter posto a Central de Controlo de Informações do "Prime" a filtrar também isso, mas esqueceram-se: azar. Continuamos um país atécnico, Cauda da Europa em tudo o que é Ciência, a começar pelos Ministros das respetivas tutelas. Maria de Lurdes Rodrigues é um caso patológico que será matéria de estudo e de inúmeras teses de mestrado, mal se fine politicamente, coisa que já aconteceu há muito, só que se esqueceram de lhe enviar um postalinho a avisar. Fica para depois do Verão.
Politicamente, nas minhas conversas da Esfregona, cheguei à brilhante conclusão -- um Ovo de Colombo -- de que Manuela Ferreira Leite, um dos rostos da Depressão, deve, por direito, assumir o cargo de Primeiro Ministro, e por várias razões: a primeira, sentimental, por que é mulher, e continuamos com atraso nisso; a segunda, porque muito do estado a que as coisas chegaram se deve às suas Profecias de Cassandra, e talvez não fossem profecias, mas um autêntico medo e visão da Realidade; a terceira, para que a III República acabe aqui. Já fiz várias apostas se se afundava com Sócrates, se com Ferreira Leite, parece que Deus Pai escolheu que fosse com ela, e eu aceito. Sou um resignado, e gosto destes infinitos crepúsculos políticos.
As boas novas vêm agora: depois de vários anos na Blogosfera, uma importante editora contactou-me para uma edição de luxo, da antologia dos meus melhores textos, com ilustrações do KAOS. A carta chegou-me hoje, e pediu-me para levar o contrato para assinar ao meu confrade, já que a minha morada é pública e a dele deixava dúvidas.
Não vou falar de números, porque a coisa ainda está meio secreta, mas vai fazer roer de inveja Sousa Tavares e as suas poias. Posso dizer que arrancaremos com uma edição de 150 000 exemplares, o que, para Portugal, é mais do que bom, é excelente, e os direitos de autor são de 15%, o dobro da Agustina, pura e simplesmente. A iniciativa reuniu o "Expresso", no qual virão os pormenores na próxima edição de sábado, e o "Sol", que quer lançar-nos também em Angola.
Eu sei que a boa nova vem tarde, mas era tempo de se fazer alguma justiça. Pela minha parte, prometo manter a linha de isenção e liberdade cultivada até agora, e isso ficará bem claro no contrato editorial. A gente às vezes diz mal dos grandes grupos editoriais, e depois... Enfim, malhas que o Império tece.
Eu sei que desse lado dos monitores há uma enorme sensação de júbilo: é o nosso Santiago Barnabéu, e não chegava. Estão já todos convidados para o lançamento, no Pavilhão Atlântico, em Outubro.
Um pequeno senão, mas quem quer mel tem de aprender a suportar as abelhas, como diz Lao-Tsé: o prefácio será da autoria de José Pacheco Pereira, e isso foi-me dito ser inegociável...
Paciência, lá terá de ser.
Obrigado pela salva de palmas.

(Pentagrama da "Silly Season", no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Domingo, 21 de Junho de 2009

Os votos perdidos para sempre do P.S.


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Começa hoje o Verão e só me está a vir à cabeça uma expressão portuguesa que se encaixa nas que mais detesto, e é... "ser corno". Do meu ponto de vista, só lhe encontro uma vantagem: só se é corno uma vez na vida, todas as restantes são meras réplicas.

O Sr. Sócrates, que deambulou por Universidades fanhosas em tempos em que era fácil passear por lá e "ir fazendo cadeiras", o Sr. Sócrates, a quem insistem em hoje chamar Engenheiro, consta, que não vi, portanto, estou à vontade para falar, que quer agora passar por cordeiro manso. Ora isso do querer passar por manso comigo não pega, porque, com ele, já fui corno manso uma vez, e, como não sou pessoa de gostar de réplicas: quando mudo, mudo de vez.

O Sr. Sócrates, que nós descobrimos tardiamente ser um ser invertebrado, sem personalidade, com o caráter traumatizado por estigmas indeléveis, o "boneco de plástico", como muito bem então a Imprensa Española lhe chamava, quer agora fazer o número do bebé chorão, que faz "buá", sempre que é apertado. Acontece que a única coisa que eu lhe apertava com gosto era o pescoço, e rápido, sem ter tempo de ele poder fazer "buá".

O que eu escrevo tem a gravidade de poder ser lido e subscrito por milhões de Portugueses. Depois das eleições mais inteligentes de sempre, faz agora duas semanas, o Sr. Sócrates e o partido esfarelado, e vergonhoso, que ele criou deveriam ter tirado uma dramática conclusão: há votos que voltaram às bases, e nunca mais de lá sairão. Nunca mais haverá um Comunista a pensar que talvez haja um voto útil na "Esquerdice"; os oscilantes do PSD perceberão que agora não se pode nunca mais oscilar, e é enfiar os corninhos em baixo, e marchar, marchar, na direção da Castanha Pilada; do CDS, nada há a dizer: nunca sofreram tanto vexame continuado, como das áreas do Rato, e vai de aqui uma vénia ao Candal, que os ratos levaram para junto de sei, e que não faz cá falta nenhuma: inaugurou, há uns quantos anos, a política baixa do PS, ainda nem nós sabíamos que eles eram capazes disso, e lá epigramou um célebre Manifesto Anti-Portas. Espero que tenha na morrido na ignorância de que lhe faltava escrever um outro, bem mais vasto, o Manifesto Anti-Sócrates, sempre com a agravante de que o Portas fez, faz e fará o que sempre bem lhe apeteceu, nunca inventiu câncios, e não precisa de cortinas de fumo de banhos turcos, nem de vapores de "jacuzzis", para que não reconheçam a cara pública daqueles grunhidos... O Bloco de Esquerda, por sua vez, é um caso à parte: agrada-me que ganhe força, e que tome forma, para se poder assentar, calmamente, nas pastas ministeriais, pelas quais sempre ansiou: enquanto os Portugueses não tiverem essa espantosa visão, nunca acreditarão, pelo que espero que venha depressa, bem sabendo que lá sentirei a difusa sensação de ter perdido mais quatro anos da minha vida a pregar aos peixes.

O problema do Partido de Sócrates, outrora conhecido por "Partido Socialista" é um problema grave, porque mexe com a nossa idiossincracia, e nós não toleramos ser traídos. Somos um bando de filhos da puta, mas lá achamos sempre que os diferendos se poderão resolver, bem no limite da confusão, com uma palmadinha nas costas. Sócrates veio mostrar que não, e que estava mesmo a humilhar, voluntariamente e a agredir, cada um de nós e cada qual, e que achava ainda que estava a fazer bem, e repetia, e até pedia, com cara de cona mansa, que lhe dessem oportunidade de continuar.

Os Portugueses têm de perceber que, quando voltarem às urnas, não estarão a votar num P.S: estarão a votar numa associação criminosa que é capaz de fechar universidades, quando pairam suspeitas sobre diplomas por elas emitidos, que destrói provas e acha isso naturalíssimo, que telefona com ameaças e pensa que a isso se chama Comunicação Social, que gasta milhões a polir bonecos de plástico para palcos dos programas da manhã da TVI, que consegue subverter o Estado de Direito, para não levar a julgamento suspeitos de Pedofilia, que constrange, pressiona, e acha natural que se interrompam, paredes dentro, investigações internacionais sobre a vida financeira e privada do homem que goza do estatuto de Primeiro Ministro, entre um infinito rol de coisas mais.

As Novas Fronteiras, hoje em dia, são uma reunião da Camorra Napolitana, com a ressalva para um punhado de totós que lá esteja, e está uma, pelo menos, de quem eu gosto muitíssimo, e a quem peço, desde já, desculpa por este texto, mas os Portugueses tinham mesmo de ser alertados para que as "Novas Fronteiras" só atiraram mais dejetos cá para fora, na figura do pimenteiro Vitorino, a alegria das saunas "bear", mas mais uma das formas da infelicidade decadente de que este país se revestiu.

Eu quero ter a certeza de que..., quando..., se..., alguma vez..., me apetecesse votar PS, não estava a pôr a cruz na ponta do icebergue de associações secretas, que, na sombra, manipulam estes fracos fantoches de feira felliniana; não me apetece votar em traficantes de drogas e armas; quero saber que, de uma vez por todas, não estou, com uma cruz, a validar uma criatura, Vítor Constâncio, que, no mínimo, já devia estar demitido; não quero pensar em Educação, e imediatamente me aparecer à frente uma coruja frustrada, que nunca conheceu o pai, e era acordada, de manhã, na Casa Pia, com baldes de água fria, para ir fazer bordados para tristes recantos cheios de umidade: isso não é Educação, são os traumas de uma vida inteira, que nunca deveriam extravasar a dor de quem os sentiu; não quero saber de Valter Lemos, e dos crimes cometidos à sombra do Gang de Macau, nem da "Mariana-dos-lindos-olhos", que, quanto mais velha se torna, mais cobarde, vingativa e medíocre se revela. Não me apetece saber que há um Paulo Pedroso preparado para ir protagonizar um dos mais obscenos momentos da nossa Vida Pública, e sacar 2 a 3% de votos em Almada, desprestigiando, ao mesmo tempo, o Estado de Direito, a Democracia, e a Inteligência do Homem Comum Português. Quando votar PS, quero ter a certeza de não estar a validar os rostos da sombra de uma qualquer Loja Maçónica, que já o tinha decidido antes de mim, e a quem eu vou fazer o frete de fingir que valido, por sufrágio, uma decisão preparada nas trevas. Não quero mais ouvir falar de Ferro Rodrigues, nem de Carrilho, nem de Vital Moreira.

Comigo, estão muitos milhões de Portugueses, que votarão em qualquer coisa, desde que não se chame PS, já que o PS se tornou naquilo tudo anteriormente descrito, e tem hoje uma só uma cara, chamada JOSÉ SÓCRATES.

Este teatro de fim de estação foi um péssimo boneco, ou como diriam as más línguas, a única coisa na qual Diogo Infante o não soube instruir...

Enquanto não se livrar destes flagelos, há batalhões de votos que o PS terá perdido para sempre. Creio que, lá no fundo, haveraá quem disto saiba, mas, quando há um demente à frente de um Governo, todos nós sabemos que isto termina sempre num "bunker", com o Führer a disparar, contra sua própria vontade, contra uma testa que nunca valeu muito, e com o seu último venezuelano, nu, e de buraco na cabeça, a esvair-se em sangue do chão, da última despedida erótica.

Estes são os milhões de votos perdidos para sempre do PS. Com muita honra neles me incluo, ao assinar este texto, que quero lapidar.


(Pentagrama do adeus que agora é demasiado tarde, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Sábado, 13 de Junho de 2009

As Mais Belas Eleições do Mundo


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Dedicado a um montão de pessoas que não posso enumerar, porque não cabem aqui... Obrigado
Nada há de mais maravilhoso, numas eleições, do que a Abstenção. Ela representa aquilo que, no falar comum, indica estar-se a mandar à merda o Sistema, sem rodeios, e por atacado.
Não foi por acaso que os cágados e os dinossauros do Regime imediatamente lançaram as mãos à cabeça, quando a coisa subiu para níveis insuspeitados.
Meus amigos, em Democracia, não há níveis insuspeitados, e o ideal seria que ninguém tivesse posto os pés nas Europeias, para que, no hemiciclo de Estrasburgo, de repente, uma multidão de eleitos olhasse para um molho de cadeiras vazias, e perguntasse, "mas o que é que sucedeu ali?...", e logo se ergueriam as atávicas vozes, a clamar, "ali houve uma coisa, de seu nome, outrora, Portugal, e que, hoje, para mais nada serve do que ser uma bandeira de conveniência, para o Crime Organizado poder continuar a singrar..."
Curiosamente, em 2009, os candidatos com perfis e carismas mais interessantes situavam-se do Centro para a Direita, e cito-os, com algum orgulho: Nuno Melo, o excelente próximo líder do CDS/PP, e Paulo Rangel, um daqueles que, em muitos dos últimos anos, talvez por ter um ar de gajo que nunca cresceu, me não fez virar a cara imediatamente para o lado.
O Eduardo sabe que lhe fiz um voto com dedicatória, num dia complicado da minha existência...
À Esquerda, Louçã é um brilhante orador, embora tema que as missas laicas o lancem para os braços de um PS em desespero. Já estou, como alguém alguma vez disse, o Bloco de Esquerda devia chamar-se apenas Bloco e preocupar-se mais, como tem feito, com uma minuciosa e eficaz remoralização da Vida Pública. E fazer uma severa limpeza interna dos oportunistas que por lá garimpam. Quanto às Ideologias, era mandá-las diretamente para o Das Caldas, porque nós vivemos na Era do Civismo, e não das prateleiras dos cadáveres das Ideias.
O PCP tem, e suponho que desta vez o perceberá, de arranjar um candidato com nível europeu, em vez de insistir numa gaja com ar de mulher a dia para nos representar lá fora: bem basta que, quando se fala em Portugueses, ainda venham as célebres "concièrges" de Paris (a última deixou a casa do meu amigo Julien, para ser substituída por dois seguranças, mas suponho que isso faça parte da decadência das grandes urbes europeias. Brevemente, todos viveremos dentro, ou à porta, de condomínios fechados. Adorável Europa...)
Vital Moreira merece um lugar à parte.
Do meu humilde ponto de vista, representa o Nojo do Nojo, e apanhou nos cornos com uma altíssima subtileza, como, suponho, só as Mais Belas Eleições do Mundo lhe poderiam ter dado. Aquele partido, que, outrora se chamava Partido Socialista, e que hoje é o feudo dos Pedófilos, dos Maçóniços, das Bichas Morte-em-Veneza e dos jovens abutres sem excrúpulos, quando nós pensávamos já ter batido no fundo, na efígie do Homem de Plástico do Heron-Castilho, ainda conseguiu arranjar uma epígrafe para a efígie do Asco, que foi ir buscar aquele subproduto de cabeleireiros rascas, o Renegado, para quem já estava enojado finalmente poder vomitar-lhe, e vomitaram-lhe, e bem, com vinte e tal por cento em cima. Espero -- e agora é o meu lado profundamente humano a falar -- que o PS seja justo com Vital Moreira, e assim como arranjou uma política de proximidade com as Saunas "Gay", para Carrilho, e um acesso de 4 estações de "Métro", para aquelas famílias miseráveis "du XIII ème", de extensa prole muçulmana, para Ferro Rodrigues, também dê a Vital Moreira uns fundos "freeportianos", para abrir um cabeleireiro de caniches, em Chipar de Baixo, de onde nunca devia ter saído. Nisso, o PSD foi muito generoso, já que deu a Rita Seabra uma Editora, quando ela não merecia mais do que uma esfregona e um balde, para tratar das escadas de tanto prédio devoluto de Lisboa...
Resumindo o que aconteceu no dia 7: Santo António, afinal, não era o "Quebra Bilhas" de que tanto se falava, mas, há, e isso só se saberá quando se recuperarem as caixas negras do AF 447, uma forte probabilidade de ter sido mais uma metempsicose histórica do célebre Heterossexual Passivo. Deus quis que fosse santo, nesta real impossibilidade de quebrar bilhas, e sobretudo na dignidade que teve, ao longo da vida, de não deixar que lhe quebrassem adele, ao contrário de António Calvário e Artur Garcia, que, ontem, nas Marchas, mostraram estar em plena forma, cheios de dois e três amores, como o Marco Paulo... ah, mas eu estava era a falar de Eleições, e o que sucedeu no Dia 7 foi um genial gesto de Civismo: dois movimentos, os daqueles que, maduramente, perceberam que a forma mais elementar de assustar o Papão do Autoritarismo era enconstarem-se ao Bloco mais forte, e pregarem-lhes um susto, chamado PSD, que, por mais esfrangalhado que esteja, se mostrou à altura de uma renascença democrática; o outro, ainda mais subtil, foi o daqueles que disseram "NÃO" ao Partido de Sócrates, recostando-se, confortavelmente, nas suas zonas de emocionalidade política, e de aqui um sincero abraço de parabéns aos eleitores do Bloco, do PCP, do CDS/PP, e das forças de menor expressão: todos vocês deram um exemplo de espantosa maturidade democrática, ao mostrar, que, um dia, será impossível fazer Maiorias, sem, pelo menos, três partidos decentes...
Venha depressa esse dia...
O meu último carinho é uma citação de Laura "Bouche", que tantas vezes me diz que aquilo de que precisamos não é de mudar de Governo, é de mudar de Povo. Estas Eleições vieram mostrar que isto é quase verdade: basta que 60% desse Povo fique em casa, em dia de votar, 20% a olhar para os milhões de Cristiano Ronaldo -- num Mundo normal, não era imediatamente aberta uma investigação, para saber quem é esse Presidente do Real Madrid, e dos Bancos que estão por detrás dele?... Mas quem sou eu para pedir uma coisa dessas, numa terra onde se sabe que o Caso Heron-Castilho está nas mãos de uma gaja casada com um mafioso procurado internacionalmente?... --, outros 20% a irem de joelhos, a Fátima, e os restantes, à falta de Fado, a consumirem "pastilhas" nas discotecas nacionais, "ad aeternum".
Para dizer verdade, talvez ainda devessem ficar em casa mais uns pózinhos percentuais: uma abstenção de 70% talvez, finalmente, pudesse começar a revelar resultados eleitorais à altura de uma Comunidade de cariz Europeu, no início do séc. XXI.
Maturidade.

(Pentagrama do ó meu rico santo antoninho anda cá quebrar-me a bilha, porque eu estou tão precisado..., no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Albino Almeida e o Afeganistão padrão, com breve passagem pela Gripe Porcina

Imagem do KAOS
Dedicado à Carmelinda Pereira e à Isabel Pedrosa, que amanhã se deslocam em visita de Estado a Versalhes, e dedicado a todos os jovens deste país, que não têm culpa de uma haver uma aberração a afiambrar-se com um nome simpático... "pai"..
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Há duas coisas nas quais nunca acreditei: a Senhora de Fátima, por questões genéticas, e Albino Almeida, porque só muito tardiamente é que me foi referido, já eu tinha lançado para o prelo o meu Bestiário, e ele nem nas notas de rodapé cabia.
Sobre a Senhora de Fátima acho que já se disse tudo, ou quase tudo, e tem com o Albino Almeida o traço comum de terem ambos cara de saloios: uma, de porcelana, o outro, de toucinho rançoso.
O Albino Almeida tem uma virtude que eu muito respeito, que é a da Imaginação: teve o azar de ter nascido em Portugal, senão, teria dado um fantástico Duchamp, mesmo um Dada, da fase mais radical.
A sua última descoberta foram os decotes e as calças descaídas, e veio tarde, porque meio Portugal os usa, e ele só não os usa, porque não pode, e não pode porque ainda há uma coisa chamada Saúde Pública.
Não sei quais são os gostos sexuais do Senhor Almeida, mas espero que não esteja na faixa dos três filhos, o que o levaria a apreciar muitíssimo as cuecas de rapaz descaídas... Vamos, portanto, na direção das mamas e das saias curtas.
O Sr. Albino, que procriou, por obra e graça do Espírito Santinho, e seria uma verdadeira peça de arte indo europeia, de cada vez que aparece montado no dorso do Hipopótamo da Dren, não fosse não ser de marfim, mas sim de plástico ordinário de alguidar, e de alguidar dos Chineses, com todo o respeito pelos ditos, intitula-se de "pai".
Se o Sr. Almeida, em vez de ser pai, fosse professor, devia aprender uma coisa que vem em todos os manuais: é que a relação pedagógica, por excelência, é assimétrica, ou seja, há sempre um que se posiciona no lugar de dar, e um outro, que mais está na posição de receber, com todas as fabulosas inversões, em que o aluno irreversivelmente consegue, num só dia, marcar, para sempre, o professor, e vice versamente... Ora, sendo a relação pedagógica assimétrica, a assimetria estende-se a todos os lugares da relação, corpo incluído, o que quer dizer que, sendo o corpo do aluno situado num patamar diferente do do professor, está inibido de ter qualquer influência sobre o mesmo, excetuada a inversão, porque todos nós, os saudáveis, num tempo, tivémos "fantasias" sobre quem nos lecionava, e isso ajudou-nos muito a crescer...
Começa aqui a gravidade da coisa, porque, não sendo o Sr. Albino professor, e estando posicionado num patamar externo do maravilhoso palco da Pedagogia, hoje, para nós, profanos, e estupefactos espectadores da coisa reles, ficámos a saber que o Sr. Almeida era fisica, e, portanto, eroticamente, sensível a corpos de adolescente, ou seja, na sua ridícula posição de gato pingado procriador, veio hoje a público dizer que lhe toca muito numa parte do corpo e da alma ver um decote, umas mamas, ou um cu de puto de cuecas à mostra.
Acontece que a mim, que sou tarado, mas tenho balizas, muitas, éticas, e outras de puro relacionamento e polimento de etiqueta, sou totalmente insensível a decotes, saias, cus e rasgões de jeans, à saída de qualquer escola deste país, ou em qualquer outro lugar, e choca-me descobrir, no meio de todos os horrores com que o Sr. Almeida já nos presenteou, esta novidade: que, no fundo, no fundo, só a Senhora de Fátima saberá se ele não tem lá bem escondido, já não no seu Freud, mas mesmo no seu Jung, um "homem da gabardina", daqueles que, quando toca a campainha, em Gaia, abrem as abas, e mostram o "badalo" a quem passa...
Sr. Albino, os jovens deste país são jovens, ou seja, são diferentes, irreverentes e explodem em todo o esplendor do iníco da sua sexualidade, coisa que, caso não saiba, com esse horrível focinho que você tem, está dotada de uma fabulosa vertente estética, a única que a Assimetria Pedagógica concede, ao Docente, usufruir. Proust chamava-lhe "À l'Ombre des Jeunes Filles (Garçons) en Fleurs", e é das coisas mais espantosas de assistir: ver como a Natureza começa a esculpir os corpos, e a prever, na sua infinita diversidade, todas as graças da idade adulta. Quando o senhor se mostra afrontado com isto, está, tão só, a revelar o inenarrável suíno que tem dentro de si, e aconselhamos-lhe, para sua segurança, longas sessões de psicoterapia, não lhe vá dar, quando se tornar ainda mais baboso, para começar a soltar, como um reles homem das obras, com o seu fácies, assobios a pitas do 8º Ano...
A maturação da estátua interior, primeiro patamar para a integração social, passa por uma saudável relação com o corpo, e o ganho da auto estima, que deriva do jogo entre os corpos, é que irá construir a Sociedade dos Equilíbrios. A este zumbir de abelhas e pólen chamamos nós, as pessoas saudáveis, sensíveis à beleza do Mundo e ao esplendor da Juventude, Adolescência, e é um momento dos mais raros e ricos de todo o nosso devir terreno, caso não o saiba, Sr. Albino.
Compete ao Professor, guardião do saber, tutor da estátua que se molda, e demiurgo do ser futuro, zelar, com invisíveis fios de cristal, para que este jogo de sensualidade, sedução e inocência, se mantenha nas fronteiras ilimitadas das florações. Caso o Senhor Almeida não saiba, na História da Evolução do Mundo Florestal, o grande momento chegou, quando, pela primeira vez, os nossos antepassados, dinossauros e insetos, viram, incrédulos, desabrochar a primeira flor, no... Cretáceo... meu deus... há 135 000 000 de anos, ou seja, muito tempo antes do seu mandato à frente dessa abjeção chamada CONFAP, e muito antes da Terra sofrer os flagelos das maiorias absolutas de Sócrates e seus afins.
Caso o senhor Albino não saiba do que estou a falar, convido-o a olhar para uma adolescente, não como objeto sexual -- não temos culpa dos seus problemas eróticos mal resolvidos... -- mas como o primeiro momento em que o corpo espera a polinização, mas a polinização dos jovens do mesmo patamar etário, não de pais sebosos, com tempo de antena numa época cultural e política decadente, e que têm a ousadia de olhar com o olhar com que menos deveriam olhar para aquilo para que se atreveram a profanar.
Não sei se percebeu, mas eu não vou repetir a frase: volte atrás, e releia.
Sei que, com tanta flor, isto cheira muito a Genet, e eu não frequento muito Genet, pelo que vamos voltar ao ritmo de Arrebenta, e na sua melhor forma: portanto, em resumo, o Senhor, Albino, é um insulto a todos os jovens deste país, e uma reles provocação a todas as pessoas bem formadas, que, diariamente, lidam com a maior riqueza de qualquer nação: a sua Juventude.
Se não gosta do que vê, faça como Édipo, e dê dois tiros nos olhos.
Se sente inveja, é natural: na mesma idade, já você deveria ser, e ter, por fora, e por dentro, o mesmo ar de seminarista sebento e perverso que ainda hoje mantém.
Não gosta de ver as cuecas dos rapazes a aparecer, quando as calças descaem?... Pois eu gosto: é sinal de que há uma geração que evoluiu para o gosto de peças interiores de marca, esteticamente viáveis, e bem diferentes dessas ceroulas gordurosas, que você esconde por detrás dessas calças de fazenda, que só vêem a água e o detergente no final de cada Período Escolar.
Quer um conselho, mas um conselho de amigo, de amigo, mesmo?... Vá para a beira do mar e respire fundo. Se continuar a ver nos alunos deste país potenciais objetos sexuais, psicoterapize-se: felizmente que eles até são objetos de sedução, sim, mas de sedução nos infinitos jogos entre eles, onde há simetria, paridade e cronologia afinada, e não assimetria do olhar de um cinquentão baboso e asqueroso, que consegue conspurcar, só com a sua presença e declarações, o palco saudável, de onde virão todos os amores, afetos, e atos potenciadores da futura perpetuação da espécie.
Aprenda a sentir excitação erótica com freiras, Tio Albino, e se não gosta do canteiro onde está, mude-se.
Quer um conselho de amigo?...: até há um país de vanguarda que lhe recomendo. Ainda a Gripe Porcina não tinha sido lançada no mercado da Aldeia Global, já eles tapavam os focinhos com máscaras; mais, até o faziam, já a pensar no Profeta Albino, aquele que virá depois de Maomé, e até enfiavam burkas, da cabeça aos pés.
Mande um email a Obama, e monte uma banquinha de estupidez e perversidade no Afeganistão.
Masturbe-se nos desfiladeiros de Kandahar.
E quer que termine com chave de ouro?... Eu faço-o: Albino Almeida, considero-o um porco e uma pessoa que, se estivéssemos num país decente, levaria para sempre a etiqueta de "não frequentável".
Ah, e para que não diga que não lhe desejo nada, espero que durma mal.
Para sempre.


(Pentagrama de cinco náuseas, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

O Morgado de Freixiande, seguido das Capivaras do Rio Tieté

Este texto é dedicado ao Grão-Titular e ao cabrão do Ricardo, que não me larga as cuecas
A história é perigosíssima, e eu acordei demasiado tarde, como é costume.
Parece que houve uma escola de Freixiande -- valha-me deus, só de escrever isto, é como regressar ao tempo do Camilo, ou do Herculano... -- e, então, Freixiande não queria um Diretor, porque o último de que se lembravam era de um, do tempo do Maior Português de Sempre, que levava as empregas da limpeza para os sanitários das meninas, e "fazia com elas carne (!)", coisa que veio a chocar a comunidade inteira quando de tal se houve saber.
Eras atrás.
Ora anda aí agora uma jiga-joga horrorosa, para ver quem é o mais incompetente que vai suceder ao lugar do Diretor que comia as esfregonas, e como Freixiande -- atenção, que eu estou a contar isto de cor, porque eu nunca ouço metade dos pormenores... -- queria ficar com os cachuchos todos do Conselho Executivo anterior, não apresentou nenhum empalhado novo, para recordar os tempos da Velha Senhora,
e,
ah... aqui é que a coisa me começa a dar pica, mal isso soou lá para as brenhas, imediatamente o Hipopótamo da DREN se fez ao piso, trunca, trunca, trunca, por ali fora, com as tetas todas a arrastar pelo chão, e demitiu toda a gente, cosa rara, porque demitir é fácil, agora arranjar lombo que faça o frete é infinitamente mais difícil.
(O Ricardo tem muita sorte de ser Lisboeta e filo-paneleiro, como eu, senão, quem o despachava para Freixiande era eu...), e, então, à falta de Ricardo, foram buscar uma coisa... quer dizer, eu estou agora a olhar para o retrato, e a tentar perceber bem o que é que ali está... bom, a estrutura é, visivelmente, a da Nádega, mas isso é uma recorrência do Partido de Sócrates (outrora, Partido Socialista), e, portanto, é tão idiota como dizer que o ar cheira a ar.
Portanto, o boato que ontem pus a correr é de que ele era filho natural de Catalina Pestana, coisa que basta confirmar, olhando da cintura, perdão, da queixada para baixo: o mesmo ângulo de aproximação à bochecha, a mesma tendência para o AVC precoce, aquela pose de quem, se não tivesse sido fabricada na Califórnia, e logo espalhada em Mexico-City, enfim, aquela pose de quem adoraria ter sido o foco inicial da Gripe dos Porcos, agora conhecida por Gripe-A, sinal de que, enquanto não esgotarem o lixo todo que têm nas prateleiras, viremos ter gripes de A a Z.
Mas vamos por partes: a estratégia soez do Partido de Sócrates teve duas sábias vertentes, ao nível da chico-espertalhonice lusitana: a primeira, a de arranjar um molho de vitais moreiras de província, que ganhavam lá as câmaras e juntas de freguesia de sítios que eu nem sequer sabia que existiam, porque sou bastante urbano, e percebo, por exemplo, o tempo que leva, de metro, entre o Louvre-Palais Royal e as Tuilleries, agora, Freixiande.... ah, mas não era isso que eu queria dizer: os agentes-sócrates agarraram nesses gajos, com pinta de comunista, que ganhavam os vilórios, e fizeram-nos passar todos para o P.S. (leia, "Partido de Sócrates"), de maneira que, nas próximas autárquicas, haverá "palettes" de caciques comunistas de longa data, que, recém filiados no P.S., irão ajudar a uma coisa que se intitulará "maré rosa" do rai'-qu-o-parta.
Essa foi a primeira vaga, e o vasculho a quem chamam Vital Moreira, um produto de barbearia decadente, do tempo da Morte em Veneza e do Páteo das Cantigas, é a testa do movimento. Quanto à maré de fundo, ainda é mais lúgubre, porque é constituída por um lodaçal de gajos sem coluna, nem nádegas, nem nada, cujos reflexos, quando se lhes dá com o martelinho no joelho, é igual ao dos polvos, quando são atirados para o fundo do alguidar, e pimba, ficam ali, até receber ordem, ora, ordens, neste país, só as dá a Margarida Moreira e a Mãe Jeová de Vilar de Maçada, pelo que agarraram no gajo, demitiram o Conselho Executivo, e puseram no seu lugar uma Lêndea, o chamado Ovo do Piolho, com uma formação CNO, deus me perdoe, e que era Professor Primário (?), daqueles que perpetuam o "há dem" e o "houveram" e o "prontos" na terra dele, e que tinha todo o ar genético de ter nascido de uma aventura da Catalina Pestana com algum frade de um daqueles conventos que, ou ia a ovelha, ou ia a Catalina, e, mal por mal, lá foi a Catalina...
No fundo, o Hugo Cristóvão é uma espécie de pequena Maddie, se tivesse podido chegar aos trinta anos, e não estivesse, coitada, no fundo de um saco de plástico preto, muito arrumadinha e cheia de odor de cadáver.
A Margarida Moreira adorou: tinha ali um ser primário -- literal e figuradamente -- e chamou-o, sentou-o diante de si, e disse, "precisamos de alguém com piloca murcha, em quem eu possa dar ordens e continuar a ser a macha e a dona da rua cá de cima (lê-se "xima")...", e olhou-o muito fixamente nos olhos, como fazia no tempo em que era sindicalista e precisava de um sobe e desce de lua cheia, para lhe acalmar a boca da servidão.
Margarida Moreira, diga-se, tem muito mais testosterona do que Sócrates, e estas gajas com testosterona, geralmente são muito peludas na placa tectónica que vai do joelho até ao umbigo, e por vezes, até meados do esterno, como rezam certos manuais de anatomia. São a alegria da "gillete", e consta que, nos raros dias em que ela despe as calças de ganga, se fala de uma Amazónia em Portugal, como aquela "Paris-em-Lisboa", do alto do Chiado, onde eu costumava roubar fronhas, quando ainda não dormia nos papelões.
Margarida Moreira desapertou o cinto, baixou a ganga coçada, e disse ao Hugo, "anda, toca aqui, que isto não morde...", e tudo isto era camiliano... vá... sei lá, até mais tipo "Manhã Submersa", mesmo, sei lá, até Jorge de Sena, uma iniciação na DREN, mas num nível bastante badalhoco, e ele, com o dedinho transpirado, ai se a minha mãe me vê..., lá tocou no ponto Q da mulherzinha...
Dizem que o solzinho começou imediatamente a dançar, mas eu ainda sou do tempo das danças indígenas da chuva, pelo que vou continuar a despejar água, a ver se isto inunda mesmo.
"Queres ser Diretor?...", perguntou-lhe ela, muito melosa, enquanto roçava o Mato Grosso por um espelho antigo e desplatinado, retirado daqueles milhares de escolas primárias fechadas pelo país inteiro: aulas, em Portugal, agora, ou no contentor, ou na ambulância, ou em Badajoz, se não estiver já a tocar para a saída.
Este tipo de homens, que pertencem ao Ano Chinês da Nádega, são muito dados à submissão da Mulher Peluda, e nem precisam de ir ao circo, pois pode ser num qualquer corredor da DREN,
e foi,
de um dia para o outro, tornou-se Diretor, sem nunca ter dado nenhuma aula.
O argumento, perguntar-me-ão vocês qual terá sido, foi o de Santo Anselmo, mas versão xanxa, "tu nunca deste aulas, mas eles também nunca as receberam, pelo que, logo, tu existes como Professor".
Uma delícia.
"Sabes, quando tu mais eu nos reformarmos, antecipadamente, vamos viver para aquela extensão do Oceanário que estão a construir... (coisa que me esclareceu sobre essa iniciativa, já que, continuando os Oceanos os mesmos, e sendo o peixe cada vez menos, para quê ampliar o Oceanário, a não ser para arranjar lugar para o crescente número de lixo flutuante... pois... ela será o novo hipopótamo, e ele a sua foca de estimação...)
Então, Margarida puxou a ganga para cima, afivelou a imitação Dolce e Gabbana, e assinou o papel de cruz... -- não acho que é "M/M", com curvinhas em baixo, tipo ponto-cruz, e o Grão-Titular sabe bem a que é que eu me estou a referir...
Este é um país de broches e bordados, e faz-me sempre lembrar a dificuldade que eu tinha em perceber o que era uma "enteléquia", até que o falecido Mestre Américo, um dia, se virou para mim, e disse, "pá, se não decoras de outra maneira, decora assim: uma enteléquia é uma alma dotada de cona!..., e, no Mundo há duas categorias de enteléquias, as que a têm e as que a não têm!..."
Há menmónicas, meu deus, que nos levam a fazer inglês técnico, assim, de repente, como se de uma independente se tratasse...
Hugo Cristóvão tem cara de enteléquia sem cona, ou, mais fisiologicamente falando, parece um bidon vazio, quer dizer, faz-me lembrar aqueles prédios que são escarafunchados lá dentro para conservar a fachada, e poder recuperar o interior.
Neste caso, deu-se o milagre do inverso: poderiam ter-lhe perfeitamente tirado a fachada,e deixado só o vazio do interior, porque, com Sócrates, Cavaco, Dias Loureiro, Laurinda Alves, Valter Lemos e Margarida Moreira, pela primeira vez, desde Aristóteles, a Natureza deixou de ter horror ao Vazio.
A outra imagem é muito mais longínqua, mas adequada, que é ter um "Chófer", completamente desvairado, com o prego a 180 à hora, a percorrer a Marginal do Tieté, na direção de Santro André dos Campos, o horror de São Paulo todo para trás, e eu a olhar para aquele caneiro, e ele a dizer, "está tudo morto, com a poluição. Os Japoneses bem tentaram limpar tudo, até raspar e reconstituir o fundo, mas ficou tudo na mesma, senhor. A única coisa que ali vive são as Capivaras do Rio Tieté, que comem e chafurdam naquela porcaria toda, e volta não volta, invadem a auto estrada e provocam acidentes..."
Hugo Cristóvão faz-me lembrar uma capivara do Rio Tieté, saída da lama, e a fugir, a galope, no meio de seis pistas de auto estrada, com enormes camiões TIR a apitar, em riscos de ser esmagada, mas hirta e firme, a caminho do seu terno chiqueiro.
Deve ser isso o "Pugrèsso", e, se pensarem bem, foi um enorme "pugrèsso": de hoje para amanhã, as escolas deste país serão todas dirigidas por manadas de hugos cristóvãos, e, se não se lembrarem do que isso quer dizer, vão ao caderninho que eu vos dei, e lembrem-se da capivara, que consegue sobreviver no esterco, em qualquer esterco, misturada com aquela imagem do polvo que é tirado da rede e atirado diretamente para o fundo do alguidar, onde nunca mais mexe um tentáculo, claro... sim... porque ele é o próprio tentáculo.
A nova gestão escolar não andará muito longe disso.


(Pentágono da puta que te pariu, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Diálogos das Prostitutas (depois de uma leitura de Aretino)

Imagem do KAOS
Este texto é dedicado à Hurtiga, que acha que eu tenho escrito pouco, e tenho, mas quem é que tem vontade de escrever num país onde tudo se arquiva e há uma população inerte, a achar normal que os familiares dos mortos de Entre-os-Rios paguem as custas de um sistema que indemniza Paulo Pedroso?...
Não, o tema desta noite não é Vital Moreira: hoje, estou muitíssimo mais preocupado com aquela varanda que caiu no Bairro de Campinas, e provocou alguns feridos, graças a deus, já fora de perigo.
A queda das varandas, em Portugal, é um risco iminente: quando eu vi aquelas imagens, de um pardieiro completamente degradado... parecia os muros da Serra de Sintra, tudo cheio de líquenes e musgos, e, por baixo, uma ligeiríssima camada de betão, para fingir que aquilo ainda pertencia ao setor da Construção Civil.
Não pertencia: antes era uma prova da arqueologia viva deste país, e mais uns anos, e seria declarada património da humanidade, sobretudo, se acabasse despovoada, com o extermínio dos moradores, por sucessivas quedas de varandas.
A queda de uma varanda, do ponto de vista científico é uma coisa complexa, já que a varanda é estruturalmente dimensionada para aguentar com uma determinada carga, geralmente, acima da carga máxima que usualmente lhe passa em cima. Não era o caso, e eu passo a explicar: a Portuguesa típica, quando chega à fase da Vénus de Willendorf, já só consegue enfiar cuecas de elefante, e, mesmo assim, fica com grande parte das pregas de banha de fora do cinto cor de rosa. comprado nos ciganos, com desconto, porque são os vizinhos do lado. Com o aumento do Desemprego, a coisa agrava-se, porque a tronchuda passa as manhãs à porta da Segurança Social, a ver se aparece um posto de trabalho de acordo com a sua baixíssima qualificação académica. Para se pôr de pé a horas, entra no regime da bica, e vai de bica em bica, e bolo em bolo, até que a noite caia e o crepúsculo da obesidade lhe caia mais 300 g/dia em cima.
Antropologicamente, a gorda das varandas dos bairros sociais tem, ao seu lado, um bisonte à maneira, o chamado homem sem neurónios, que Robert Musil gostaria de ter conhecido, e bastava ter vindo a Portugal.
O homem sem neurónios é um subproduto de ginásio de subúrbio, onde acha que, enchendo-se de anabolisantes, e levantando halteres, está a rodear de músculos a picha pequena. O problema, todavia, é que a pequena picha é a glândula pineal, e gere todo o seu cérebro, desde o insulto ao árbitro, ao carro transformado e ao Tony Carreira, com variantes que se encostam à Extrema Direita quando lhe dá para achar que o preto de cima tem um chouriço maior do que o dele, e até tem.
O bisonte de subúrbio costuma confundir sexo com esfregar-se nas tetas da farinheira fêmea do prédio do lado: são bairros conhecidos por se casar sempre em casa, e ela aparecer subitamente prenha de uma ejaculação precoce, daquelas noites quentes de S. João, como a de hoje. Depois, já com uma criança, ligeiramente retardada mental, aos berros tardes inteiras, a apanhar estaladas, e a ter os primeiros contactos com a Língua Portuguesa através daqueles palavrões que o Vital Moreira vai conhecer de cor, quando acabar o seu calvário das Europeias, o machão de tora curta costuma pôr-se na varanda da escada de serviço, a mostrar aos vizinhos que tem uma Willendorf em casa, como muita gente gosta de pôr os Jarrões Ming, ou os Arraiolos, a descorar ao sol da janela. Ora, a varanda, velha, cheia de líquenes e musgo, desvitalizada, não está preparada para a esfrega de dois mastodontes, como vem em qualquer manual de cozinha. Agrava-se ainda que a gorda tem sempre uma amiga, gulosa e ainda descomprometida, que passa todo o tempo, de mão na anca, a assistir às bestialidades eróticas da parelha humana, a dar palpites, a salivar e a soltar bitaites, até que chega o amigo do troncha, também segurança no Centro Comercial da zona, e se junta À manada.
Ora, 2 + 2 fazem quatro, o que significa quase uma tonelada apoiada em 8 pés, a esforçar a varanda decadente.
Parece que já tinha caído uma vez, e o senhorio (?) -- geralmente a "Câmbra" -- tinha mandado pôr uns ferros (?) para aguentar aquilo mais uns tempos,
Nós tentámos o mesmo, em 1640, mas, em 2009, a varanda voltou a dessabar, parece que por excesso de diálogo e de debruçagem sobre o parapeito, para trocar palavras grosseiras com as crias, cá em baixo, verdadeiro, clones, de 2 500 € o emprenhanço, pagos pelo bolso do Contribuinte para que o Português Reles, a raça típica da Lusitânia, não se extinga.
Foi horrível: sorte foi que não se agravasse com a passagem de Vital Moreira, mascarado de virgem... ah, sim, agora, vou fazer um pequeno parêntesis, para dizer que eu gosto muito de Vital Moreira, porque acho-o com uma excelente pontaria política, e só me faz lembrar quando o segurança do Bairro de Campinas, às escuras, julga que está a cavalgar a sua boca da servidão, mas na realidade, está a tentar esforçar-lhe o umbigo com a glande mal cheirosa.
Vital Moreira saiu do PCP a más horas, e entrou para o PS, quando isso já não interessava ao menino jesus. O seu próximo passo será a proximidade com o Cherne, e acabará a aconselhar padres, como fez a Rita Seabra.
Eu gosto muito de gente que anda a saltitar de partido em partido, porque isso mostra que têm convicções, aliás, uma só convicção, a de que a Política é uma escada fácil para satisfazer vaidades pessoais, e os exemplos multiplicam-se, todos eles ao nível do vómito: Maria Elisa Domingues, aquela cara de égua, a Laurinda Alves, que quer agora fazer descer a Política, do nível dos suplementos do "Expresso", ao da revista "Maria"; Zita Seabra, Pacheco Pereira, e mais uns quantos de que não me lembro, mas vocês preenchem os espacinhos em branco, tá bem?..., para este texto ser mais interativo.
O que aconteceu a Vital Moreira, e a culpa "ser dos comunistas" é uma coisa velha de Salazar. Não sou comunista, mas que grande satisfação que eu senti por os Portugueses finalmente recomeçarem a ter reações de gente, e a tratarem como merece esta Corja, que, pelas ruas, se passeia impunemente. Objetivamente, a coisa vai agravar-se mais, e, como antevejo, terá o seu ponto mais alto na campanha de Paulo Pedroso, em Almada, onde cairão várias varandas, em cima do cortejo, com sérios riscos que se passe dos feridos graves aos feridos para sempre, mas esse espetáculo é das coisas pelas quais mais anseio, e lá chegaremos, no devido tempo.
No fundo, como sou um romântico, até gostava de que a coisa terminasse bem: o segurança seria baleado à porta de uma discoteca, pelos gangs da noite, de Pinto da Costa, e a viúva, com 26 anos de cronologia, mas estragos de varizes, celulite e epiderme, ao nível daquela velha que ainda viu o solzinho a dançar "rap", na Cova da Iria, e hoje fez cento e tal anos... a viúva, dizia eu, apanhava o Vital Moreira na rua, levava-o para a escada de serviço, e punha-se, toda encostada ao parapeito, a dar-lhe daqueles linguados de bairro social, onde o hálito do alho se mistura com o das torradas da carcaça de três dias. Vital Moreira conquistaria assim mais votos, e quem sabe se a varanda, ao cair pela terceira vez, não coincidisse, com a passagem, em baixo, de alguma visita de estado a um contentor-escola, de Valter Lemos.
Isso, sim, é que seria a sorte grande, ajuntada às terminações e à raspadinha...


(Pentagrama do água-vai, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Aniversário do Kl@ndestino

1 @no!

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

The Magalhães' Generation

Imagem do KAOS
Não, não, de todo, o texto não é meu, é da Leonor, mas retrata brilhantemente um mundo desconhecido da maioria dos Portugueses (Nota: nenhum dos retratados é filho de Emídio Rangel, do "Búfalo da Coca" ou de Albino Almeida. São só filhos do homem comum, por muito que isso custe ao homem comum e não comum)
"[...] Em contexto de sala de aula, os alunos ouvem música, recusam-se a tirar os fones e, muitas vezes, dançam e meneiam-se ao som da "batida sonora". Comem frequentemente e já aconteceu haver bolachas a "voar" entre carteiras. Com frequência, voam também correctores, canetas, bolas de papel, pedaços de borracha, aviões de papel, tudo o que dê para divertir. O barulho é excessivo, e cruza-se com risotas continuadas, que só excepcionalmente permitem que o professor se faça ouvir. A irresponsabilidade é total e estas atitudes "atraem" também a minoria que tenta ouvir alguma coisa. A linguagem é obscena, desbocada e até escatológica. De vez em quando sai um assobio. Alguns alunos usam as calças nas pernas, ficando com as cuecas à mostra. Quando se referem aos professores fazem-no com uma linguagem algo imprópria e desrespeitadora. As conversas da aula (entre eles) são por vezes sobre assuntos desviantes e os interesses são totalmente divergentes dos da escola. Raras vezes há mais do que dois ou três alunos a ouvir o que o professor diz. A maioria passa as coisas do quadro para o caderno, de modo automático, sem interiorizar o que está a escrever, porque está a ouvir música em simultâneo. Frequentemente os professores das salas contíguas batem na parede tal é o barulho por eles provocado e também assistem com frequência aos seus desacatos. Mesmo autorizados a fazer os testes com consulta, os resultados foram fraquíssimos. Quando chamados à responsabilidade, a culpa é dos professores, não ajudam nada, eles é que são vítimas da injustiça. Quando são repreendidos "não fizeram nada"... "estão a ser perseguidos"... "o professor está ali só para os lixar" e portanto "vão ao Conselho [Executivo]".
Desde o meio dia de hoje que, volta não volta, me rio até às lágrimas com este texto fabuloso.
Espero que vos devolva a esperança sobre o futuro de Portugal...
Boa noite.


(Pentágono não sei se para rir se para chorar, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

HOJE É DIA DO PAI!!!!... FELIZ, ALBINO ALMEIDA: VAMOS TODOS VISITÁ-LO DE DAR-LHE UM KISS CHEIO DE AMOR: OBRIGADO, PAI!!!...

Imagem do KAOS
OBRIGADO, PAPÁ!!!...


(Pentagrama amoroso no "Arrebenta-SOL", na "Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO" e no "The Braganza Mothers )


Quarta-feira, 18 de Março de 2009

Temas da Educação sem Umbigo: Do Alzheimer de Aníbal Cavaco Silva à contida hemorróidal de Albino Almeida

Imagem do KAOS

Anda a circular pela Net um daqueles emails, tipo peditório, ou corrente de solidariedade, que eu tanto adoro. Geralmente, coloco-os na mesma pasta das Orações a São Judas Tadeu e reenvio logo para os (ini)migos mais próximos. Este, todavia, pertence à chamada categoria dos boatos, pelo que mereceu a minha imediata e especial atenção.
Quem me o enviou foi para que o publicasse, pelo que passo à ação.
Façam favor de ler:
"Exmos ( as) Senhores (as)
Venho por este meio informar que o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, sofre de doença de Alzheimer, facto que tem vindo a esconder da sociedade portuguesa.
Tal situação, torna-se ainda mais grave, devido ao facto de se tratar de uma personilidade (!) que desempenha funções de responsabilidade pública, que não podem compadecer com uma doença de tal gravidade escondida da sociedade portuguesa.
Para o apuramento da veracidade da presente informação divulgada, basta efectuar uma respectiva investigação, como por exemplo, locais clínicos de tratamento da respectiva doença e consequente tratamento por parte do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Com os melhores cumprimentos"
Uma pessoa lê uma coisa destas, e sente logo as lágrimas a virem-lhe aos olhos. Pelo nível de língua, pareceu-me uma circular da Popota da DREN, Margarida Moreira, o "passevite" da Expressão Portuguesa, a querer armar-se em boateira, para arrastar ainda mais pela lama o já muito estimável nome do Cidadão de Boliqueime.
Não excluo essa hipótese: sei que Margarida Moreira é uma mulher ambiciosa, e será capaz de fazer como a Jeová, mãe do Sócrates, e envenenar a erva toda do Zoo, para ficar com as jaulas e os pastos todos para si, parabéns, portanto, para a nossa querida Popota, cuja ambição é ser GRANDE, como a Elsa Raposo e a Ana Malhoa.
Na segunda maioria absoluta de Sócrates, já teremos, pois, nome certo para a Pasta da Cultura.
Mas voltemos ao email, porque, meu caro Watson, não basta afirmar que é falso, tem também de se provar.
Ponto 1) Toda a gente sabe que estes esgares de Cavaco não fazem parte da sintomatologia de Alzheimer, mas antes pressupõem distúrbios neurológicos típicos de outras freguesias.
Ponto 2) Quem sofria de Alzheimer foi quem votou em Cavaco, em 1985, portanto, o Povo. Quando repetiu a dose, na segunda maioria absoluta, a doença já se tinha agravado, e, chegados a 2005, suponho que o problema já tivesse ultrapassado o foro do patológico, e estivesse entregue às "causas naturais", ou aos "milagres da fé", que costumam reger os acontecimentos do nosso quotidiano. Quanto à reeleição de Aníbal para um segundo mandato presidencial, deixo para vossa escolha tratar-se de um "Bruxedo", ou ao Alzheimer da nossa população inteira ter degenerado a um tal nível que se tivesse aproximado do estado do Livro Branco, o livro mais vendido de Portugal, onde cada sopeira, cada beato de meia tijela e cada romântica do Tony Carreira escrevem a profundidade dos seus mais maravilhosos pensamentos. Dentro de cinco anos, será de supor que os Portugueses -- se ainda houver uma coisa com esse nome -- já estarão num tal estado que tudo serão fadas, incluindo a Maria de Centro Esquerda.
Cessado o humor, debrucei-me na análise científica: há no email uma importantíssima pista, que é o neologismo "personilidade", que, suponho, seja uma contração de "personalidade"+"senilidade", e isso é um rasgo de génio, o que imeditamente afastava a hipótese da Popota e colocava em campo uma outra mente brilhante, tipo o Álvaro Barreto, sim, o email poderia ter sido escrito, pseudonimicamente, pelo ilustre sociólogo, que nunca apoiou governos, ou pelo próprio Pacheco Pereira, que está no Contra desde que deixou de estar no A Favor, e vice versa.
Fui, depois, como é aconselhado, às fontes, e andei, semanas, por todos o locais clínicos onde era indicado que Aníbal se ia tratar do Alzheimer, e os médicos foram muito solícitos, dado que, sendo eu uma personalidade com massa blogosférica não desprezável, iam facultar-me todas as fichas clínicas, e acabei por encontrar de tudo, o que queria, e o que não queria, desde os "off-shores" dos tios chechés do Sócrates, às operações aos sinais do Paulo Pedroso, às fotos comprometoras do Ferro Rodrigues com o pretinho na boca, sei lá, tudo, ou quase tudo que você sempre quis saber sobre o Portugal Profundo. Quanto ao Alzheimer de Cavaco Silva, infelizmente nada, exceto uma referência a uma Síndroma da Saloice Galopante, que não entendi, porque não sou médico.
Para uma pessoa normal, esta crónica acabaria aqui, porque a maldade nela contida já é tanta que ultrapassa o corrente, todavia, como sou muito generoso, e só desejo que vocês se sintam diariamente cada vez melhor, vou acrescentar... sim????... vou acrescentar, pois.... vejam lá se adivinham... Isso: vou acrescentar os meus "director's cuts", dando-vos um bónus como nunca vocês receberam.
Nas minhas investigações sobre as forças vivas deste país, fui a Gaia, um triângulo das bermudas deste cu de cristo, onde acontecem coisas maravilhosas, como aquele tribunal onde Pinto da Costa reza que é inocente, e é imediatamente posto na rua, ou... e isto é que é o bónus, descobri uma coisa chamada "Fedapagaia", que pensei que fosse alguma Filarmónica da pena grossa de Gaia, ou alguma Associação dos Filhos da Puta de Gaia, mas enganei-me: é o próprio coio onde Albino Almeida, como Presidente, exerce a sua austeridade inquisitória, e despeja traumatismos infantis, sobre todas as mentes e corações frágeis deste país.
Doravante, meus amigos, eu sei, a "FEDAPAGAIA" vai passar a fazer parte dos favoritos dos computadores de todos os meus leitores, prometem, né, sim... eu sei que vão fazer isso já hoje, até porque, generoso, e sempre preparado para atendimentos doze horas por dia, o Sr. Albino Almeida deixa o telemóvel ligado para as emergências... Vá, não diga que eu não sou amigo: agarre num papel, e escreva já aí: "ALBINO ALMEIDA - 919076599", isso, repito, para não se enganarem: A L B I N O A L M E I D A - 919076599.
Já experimentei, e funciona.
Como Albino Almeida é uma pessoa especial, acrescento um dado que o seu médico de família me facultou, no meio do lote de lixo relacionado com o Alzheimer de Cavaco: Albino Almeida tem um Ciclo Circadiano especial, que lhe confere o pico de atividade diária cerca das 3 da manhã, hora de Londres, pelo que, em caso de necessidade, devem ligar-lhe a essa hora. Digam que vão da minha parte, e que lhe desejo que estoire no Inferno, ao lado da Bruxa da Educação.
Ah, para ele não desconfiar, comecem a falar a sério, exponham um caso com ar de ser real, e só depois passem ao vernáculo do insulto. Eu costumo ligar-lhe, a simular orgasmos, todos os dias, a partir das 4 da manhã.
Gostaram da prendinha!?...
Vá, agora, toca de colaborar.
Kisses de quem muito vos ama.


(Pentágono arrebenta-bois, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")

Sexta-feira, 13 de Março de 2009

José Sócrates: 4 anos de humilhação pessoal e nacional


Imagem do Kaos


(Vexame de cinco pontas, no "Arrebenta-SOL", no "A Sinistra Ministra", no "Democracia em Portugal", no "KLANDESTINO", e em "The Braganza Mothers")